PT

EN

RICARDO TOSCANO QUARTETO

 

 

Algo se passa na cena jazz de um país quando, em simultâneo, vários jovens em início de carreira revelam qualidades muito acima da média até num músico maduro. Vem acontecendo isso com RICARDO TOSCANO, João Guimarães, João Mortágua e Francisco Andrade, exemplos de uma vitalidade nada comum. O primeiro é já considerado, aos 21, a nova coqueluche da música nacional. Não apenas uma “esperança”, mas alguém que está a ter impacto no presente. Quando se deu por ele tinha apenas 17 anos e depressa se espalhou que havia entre nós um sobre-dotado saxofonista alto. Hoje, é líder de um dos mais entusiasmantes grupos em actividade, o RICARDO TOSCANO QUARTETO que acabou de editar o seu primeiro e tão aguardado disco homónimo.

O jazz praticado é o “mainstream”, sem preocupações de inovação e muito menos de experimentação, mas são tais a frescura, a energia, a entrega e a personalidade própria dados aos temas, “standards” incluídos, que o RICARDO TOSCANO QUARTETO conquistou a unanimidade do aplauso. Já não é só de bom jazz que se trata, mas de brilhantismo. A linguagem adoptada é a do bebop e do pós-bop, com claras influências de Charlie Parker e um repertório de originais e composições históricas que vai até Ornette Coleman. Na moldura destas, e suportado por uma secção rítmica em combustão permanente, o alto de Toscano voa com a desenvoltura e a agilidade de uma águia.

 

O primeiro instrumento de RICARDO TOSCANO foi o clarinete, que começou a praticar numa orquestra filarmónica. Ainda com esse instrumento entrou aos 13 anos no Conservatório de Música de Lisboa, transitando dois anos depois para a Escola Profissional Metropolitana. Aos 16 anos, matriculou-se na Escola de Jazz Luís Villas-Boas e mudou para o saxofone alto, tendo Desidério Lázaro como professor. Actualmente, integra os Lokomotiv de Carlos Barretto, o Mário Barreiros Quarteto e o Sexteto de Jazz de Lisboa, além de colaborar em projectos de Nelson Cascais.

João Pedro Coelho terminou o Conservatório de piano com apenas 18 anos e uma classificação de 18 valores. Se parecia destinado a ser um intérprete de música clássica, virou-se para o jazz inscrevendo-se na licenciatura de Jazz e Música Moderna da Universidade Lusíada. Hoje, frequenta o Conservatorium van Amsterdam, na Holanda. Mantém um duo com Gonçalo Neto.

A estreia de Romeu Tristão na música fez-se com um baixo eléctrico em contexto rock, mas a sua entrada na Escola de Jazz Luís Villas-Boas, aos 18 anos de idade, coincidiu com a adopção do contrabaixo. A sua formação completou-se na Escola  Superior de Música de Lisboa e no Conservatoire National Superior de Musique et de Danse de Paris. É membro do grupo The Wild Bunch.

Com formação clássica em percussão na Escola Metropolitana de Música e no Conservatório Nacional de Lisboa, João Pereira entrou na Escola de Jazz Luís Villas-Boas com apenas 15 anos, centrando a sua atenção na bateria. Passou depois pela Escola Superior de Música de Lisboa e pelo Conservatoire National Superior de Musique et de Danse de Paris. Tocou em grupos como Filipe Melo Trio, Sara Serpa & Fragmentz e André Santos Quarteto.

 

RICARDO TOSCANO SAXOFONE ALTO

JOÃO PEDRO COELHO PIANO

ROMEU TRISTÃO CONTRABAIXO

JOÃO PEREIRA BATERIA

 

Copyright © 2018 Euphonia, todos os direitos reservados.

Design: Sara Cruz (saracruz3321@gmail.com)